Entendendo o carma

Entendendo o carma: palavras de preto-velho

Dona Isabel caminhava em direção a Pai Antônio. Chegara a hora de seu atendimento e ela estava para comunicar-lhe sua decisão: pediria afastamento do terreiro.

− Oi zifia! Como vai suncê? Ah quanto tempo hein?!?

− Boa noite Pai Antônio! O senhor já sabe o que eu vim fazer aqui hoje, não sabe?

− Filha se este preto-velho tivesse este poder ele não seria Pai Antônio: seria o próprio Deus, pois só Ele sabe de todas as coisas.

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As Guias de Contas da Umbanda

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As Guias de Contas da Umbanda.

 

Uma das coisas que mais chamam atenção nos médiuns trabalhadores

da Umbanda, são as guias ou colares de contas por eles utilizados.

 

Mas qual a finalidade desses colares?

 

O que eles representam?

 

Abaixo vamos falar um pouco dessas guias, suas cores, formas, o

que se faz representar, como devemos utilizar, como devem ser feitas,

quem as pede, as diferenças de cada uma. Continue reading »

A trindade Umbandista

A Trindade Umbandista

A tríade formadora da religião Umbanda é o caboclo, o preto velho e a criança. Ao redor destas entidades e de suas qualidades é que a Umbanda se sustenta.
No caboclo identificamos o índio brasileiro. O guerreiro, dono da terra chamada hoje de Brasil e que não se deixou escravizar. O caboclo é a alma lutadora. É o espírito do povo brasileiro. É o povo que, mesmo diante da invasão de suas terras, mesmo após a devastação de suas tribos, encontra força para preservar suas tradições, sua língua, seus cânticos, seus costumes, sua forma de viver em comunhão com a natureza que lhe dá sustento. O caboclo respeita o verde e respeita a água que o cerca. O caboclo sabe que não é ele que sustenta a mãe terra. É a mãe terra que sustenta a sua existência.

O caboclo é o símbolo da valentia de um povo, da honradez da alma, da sinceridade do olhar puro dos donos de nossa terra. Tiveram estes índios que se adaptar às novas condições impostas pelos colonizadores e assim, aprender a viver e a conviver com os invasores. O homem branco, no período de colonização do Brasil, espantou-se com a forma de viver do índio. O índio, por sua vez, ensinou ao homem branco, que se achava muito culto e muito civilizado, a tomar banho uma vez por dia e a limpar seu corpo com as águas cristalinas de mamãe Oxum que somente um povo que respeita a natureza possui.
Os pretos velhos são espíritos de altíssima envergadura moral e ética. São portadores das mensagens mais lindas e edificantes da história da Umbanda. A primeira manifestação do preto velho dentro do ritual umbandista foi a de Pai Antônio, incorporado em seu cavalo Pai Zélio Fernandino de Moraes. Ao se manifestar no terreiro de Pai Zélio, que possuía e ainda possui uma mesa em que os médiuns se sentam para incorporar os caboclos e caboclas, Pai Antônio encaminha-se para um canto isolado do terreiro. Ao ser chamado para sentar-se à mesa, Pai Antonio diz:
– Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nego deve arrespeitá.
Hoje, se esta passagem fosse analisada por qualquer associação de defesa dos direitos humanos certamente teriam acionado as autoridades competentes para colocar Pai Antônio na cabeceira da mesa presidindo aquela sessão espiritual. Contudo, Pai Antônio estava, naquele momento, oferendo valiosa lição já conhecida por todos nós e esquecida nos diversos momentos de nossas vidas. A lição de que os humildes serão exaltados e os que se elevam acima de suas condições serão recolocados em seus lugares de merecimento perante a Ordem Divina. Pai Antônio ensinou aos médiuns da casa de Pai Zélio a ordem que deve ser seguida por toda a Umbanda. Todos, indistintamente, devem reconhecer o seu lugar dentro da corrente e a humildade de espírito fará com que estes lugares sejam ocupados pelos espíritos de elevada luz que trarão o conhecimento necessário para o progresso humano.
As palavras ditas de forma calma, a compaixão, o amor e a devoção a nosso Deus Olorum são as únicas portas de acesso ao Seu conhecimento inesgotável. Com poucos gestos, com poucas palavras podemos mudar o destino de nossa sociedade. Quando estes gestos pequenos, quando estes exemplos de humildade e perseverança forem seguidos por um número incontável de pessoas, a começar pelos umbandistas, toda a sociedade brasileira irá reconhecer sua magnitude. Do pouco se faz muito. É subindo a escada de degrau em degrau que o médium umbandista alcança a perfeição do ritual de sua religião e entende que a simplicidade de culto não é fruto da ignorância. Ao contrário disto, a simplicidade ritualística da Umbanda para com os Orixás é fruto da grandiosidade de seus fundadores e de seus seguidores. A construção de uma religião sólida começa pelo aprimoramento de seus praticantes que, dia após dia, afiam suas espadas e moldam seus escudos para defender e avançar nas linhas de trabalho da grande Lei de Umbanda.
Preto velho é a manifestação da humildade. É o “dar a outra face”. É a experiência adquirida por meio de uma vida sofrida. É a garantia de que os mais humildes possuem lugar guardado em Aruanda. É a revelação de que posses materiais e um linguajar rebuscado não são a única fonte de revelação dos mistérios da espiritualidade. É entender que o espírito é dotado de outras qualidades que podem e devem ser encontradas em todas as manifestações voltadas para o bem do próximo e para a prática da caridade, para a prática que leva a alma à verdadeira casa de Deus.
O que seria da valentia e da resiliência indígena, da humildade e da sabedoria dos pretos velhos sem a alegria das crianças. É de se admirar ver adultos, pessoas de respeito dentro de nossa sociedade e de grande admiração brincando como crianças incorporadas com estas entidades. É a lembrança de nossa história. É a revelação que, dentro de cada um, reside a pureza da alma. A infantilidade é tida em nossa sociedade como um desvio de caráter. Uma pessoa infantil é egocêntrica. É mandona. É uma pessoa chata. Porém, não percebemos isto na manifestação mediúnica das crianças dentro de um terreiro de Umbanda.
Verificamos em uma gira da Linha de Trabalho das crianças a instalação no terreiro de uma alegria coletiva, de uma vibração única emotiva e transformadora. Não conseguimos entender o motivo dos terreiros se esvaziarem nos dias em que abrimos a gira das crianças. Quando temos uma gira de esquerda com nossos guardiões Exus e Pombagiras, os terreiros ficam lotados de médiuns e de assistência. Dizem que os Exus e Pombagiras falam as coisas “na lata” sem medir palavras. Contudo, não são as crianças a personificação da verdade? Não é corriqueiro falarmos que criança não mente?
Talvez, a repulsa pela gira de crianças seja justamente isto. Enquanto Exus e Pombagiras falam verdades moderadas, as crianças nos contam verdades sem moderação e, por serem crianças, não as levamos à sério. Chegará o dia em que a Linha de Trabalho das Crianças será levada à sério trazendo a pureza verdadeira de suas manifestações e sua capacidade incontestável de curar os males do espírito. Não há trabalho feito que não possa ser quebrado pela criança. Não há uma só doença espiritual que não possa ser curada pela transformadora Linha de Trabalho das Crianças.

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A História da Festa de Iemanjá em São Paulo

A História da Festa de Iemanjá em São Paulo (Dezembro)

 
No Rio de Janeiro, a Festa de Iemanjá é comemorada no dia 31 de dezembro, na virada do ano, em frente ao mar. Hoje vemos muitas pessoas comemorando o Ano Novo na orla marítima vestidos de branco, pulando sete ondas e levando champgne para ser estourada no mar; realizam esse ritual como uma simpatia, sem se darem conta de que o mesmo faz parte da tradição umbandista, que há um século vem influenciando nossa sociedade. Na Bahia, a Festa de Iemanjá é essencialmente candomblecista e teve início com grupos de pescadores devotos a Nossa Senhora dos Navegantes, sincretizada com Iemanjá e comemorada no dia 2 de Fevereiro. Em São Paulo, a Festa de Iemanjá é comemorada no dia 9 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, sincretizada com Oxum.
 

Ronaldo Linares nos conta que a escolha da data deve-se ao fato de que, inicialmente, em torno de 1956, teve início uma festividade na Praia das Vacas, próximo a Ponte Pênsil, do lado da Praia Grande. A festividade era chamada de “Encontro das Águas” e começava e começava com uma procissão realizada por Pai Jaú, que levava a imagem de Iemanjá ao encontro da imagem de Oxum  (Nossa Senhora da Conceição), no dia desta, levada por José Costa Moura da Federação Umbandista do Estado de São Paulo (Fuesp). Lembra-se, Ronaldo Linares, da presença de Demétrio Domingues e afirma: “Não podemos precisar como começou, o local era primitivo, não tinha nada além do estabelecimento militar, nos reuníamos em pequenos grupos, no início eram apenas alguns terreiros”. 
Já na década de 1960 (depois do golpe de 64), tendo em vista o aumento de frequentadores na Praia das Vacas, que é área militar, foi proibido continuar com o “Encontro das Águas” naquele local. Pai Jaú (Liga de São Jerônimo) passou a realizar sua festa na Praia Grande, em frente da Avenida Costa e Silva, junto com suas tendas filiadas, associadas e afins, mantendo a mesma data: 9 de dezembro.
Com o tempo as Federaçãos e Tendas seguiram seu exemplo, afinal Pai Jaú foi o mais atuante e influente umbandista no período de instalação da Umbanda Paulista. Lembra ainda Pai Ronaldo que, nessa época, a Praia Grande era um capinzal de difícil acesso.
A primeira festa em homenagem a Iemanjá, nas areias da Praia Grande, reunindo um grande número de tenda e médiuns, foi realizada em 1953, por Félix Nascentes Pinto, presidente fundador do Primado de Umbanda em São Paulo, hoje Primado do Brasil. E, graças à sua influência política e em homenagem ao Caboclo Mirim e seu médium Benjamin Figueiredo, o bairro onde se realizou essa festividade passou a chamar-se, oficialmente, Vila Mirim.
A Festa de Iemanjá, oficial, na Praia Grande, teve início em 1969 na administração do prefeito Dorivaldo Lória Junior e da Primeira Dama Layde Rodrigues Reis Lória, que era  simpatizante e frequentadora da Umbanda. Essa primeira festa oficial teve uma importante participação de Pedro Furlan (União Regional da Zona Oeste da Grande São Paulo), como um dos grandes responsáveis pela concretização desse sonho, que contou em sua primeira edição com aproximadamente 15 mil participantes. 
Com o passar dos anos, a Festa de Iemanjá começou a atrair um público cada vez maior; notícias de 1975 falam de 300 mil Umbandistas, com mais de 4 mil ônibus e 1200 tendas, distribuídas em toda a sua orla. Com fundação da FUGABC, 1973, Pai Ronaldo Linares passa a ter grande participação ocupando nas areias e o espaço que antes pertencia a Pai Jaú  e realizando entre outras atividades o famoso “Congá ao Vivo”, um altar umbandista montado com médiuns caracterizados de Santos e Orixás.
Em 1976, Pai Demétrio Domingues, presidente da Associação Paulista de Umbanda, foi o principal articulador e responsável direto pela fabricação e colocação da estátua de Iemanjá na Vila Mirirm, onde está há mais de 30 anos. O informativo “Integração Umbandista”, de 1979, faz estimativa de mais de um milhão de pessoas, o que deve ter sido o ponto mais alto da Festividade. 
Em 1986, o espaço físico passou a ser delimitado em 12 quilômetros, divididos entre federações, e estas passaram a pagar taxas para a prefeitura, por conta do so do solo (das areias da praia) e também, pelo acesso de cada ônibus que entra no município. Esses valores foram repassados para filiados, com acréscimos de despesas, o que foi desanimador para boa parte dos umbandistas. Cada federação tem a responsabilidade pelos seus valores e pela organização do espaço a ela destinado; assim, encontramos umas mais e outras menos organizadas. Em 1990, a Federação Umbandista do Grande ABC, de Ronaldo Linares, que ocupava o maior espaço na orla da Praia Grande, passou sua festividade para o município de Mongaguá, onde encontraria mais espaço e condições para organizar melhor sua festa anual à Rainha do Mar.
Ronaldo Linares conta que “Demétrio Domingues abria as festividades no primeiro final de semana e eu fechava no segundo”. Atualmente, a Festa de Iemanjá na Praia Grande ocupa os dois primeiros finais de semana de Dezembro, nos quais é realizado pela Souesp e o segundo pela União de Tendas, de Pai Jamil Rachid.Texto extraído do Livro “História da Umbanda” de Alexandre Cumino

Banho de Ervas na Umbanda

Banho de Ervas na Umbanda

Para os médiuns umbandistas, banhos de ervas são fundamentais.
Eles servem principalmente para limpar as energias negativas que estão impregnadas no corpo áurico, consequentemente, expelem influências de espíritos negativos. Ainda reequilibram e aumentam a capacidade mediúnica facilitando a incorporação e desobstruem os chacras ajudando a equilibrar o corpo físico e emocional.
Obviamente que esses benefícios não são restritos a médiuns, mas a qualquer pessoa.
Na Umbanda, especificamente, utilizamos ervas e flores em quase todos os rituais, inclusive nas giras e nas oferendas ritualísticas. Já os banhos de ervas são, de maneira geral, utilizados para que haja uma troca energética, é uma importante “ferramenta” natural que nos auxilia e nos proporciona enorme bem.
Certamente que o melhor banho é aquele que o Guia ou o Pai/Mãe Espiritual aconselha ou orienta, afinal, é importante ir de acordo com nossas reais necessidades, aquelas que muitas vezes não conhecemos ou entendemos.
Ei que algumas vezes essas informações não chegam até nós e aí, precisamos buscar um pouco de conhecimento, alguns punhados de bom senso e uma pitada de intuição misturados com muita coerência e fé.

Lidar com erva e planta (ou mesmo com banho de erva) é extremamente complexo. Elas, penso eu, são como gente, cada uma tem uma preferência, uma forma específica de melhor viver, florescer, doar, ceder ou se defender. Elas possuem um jeito especial e particular de “falar” conosco e que, dependendo de nossa energia, também “respondem” de forma especial e particular; isso quer dizer que um banho de ervas, dependendo da energia pessoal de cada um, pode causar reações diferentes entre nós. Portanto, é importante ter boas orientações, ok?
Mas vale saber, existem algumas ervas e flores que são harmonizadoras e que não causam malefício algum, portanto, podem ser jogadas da cabeça (coroa) para baixo, inclusive nas crianças. Essas ervas/flores são: camomila, alfazema, rosa branca e sálvia.
E para aqueles que conhecem um pouco mais sobre ervas e Orixás, vale muito a pena unir a energia do dia da semana e do Orixá com as ervas, ou seja, aproveitar, por exemplo, terça-feira – dia da semana que é relacionado a Ogum – para tomar banho com ervas de Ogum. Um AXÉ todo especial no banho que se potencializa com nossa louvação e fé.
Vejam abaixo algumas ervas específicas aos dias da semana e aos Orixás, mas esclareço que dependendo da doutrina ou da tradição religiosa outras relações entre os dias da semana e os Orixás acontecem, por exemplo, existem terreiros que relacionam domingo com Nanã Buruquê e outros ainda, com Oxalá, portanto, não esqueçam do bom senso, da coerência e da boa orientação.
  • Exu, Almas, Obaluaê – levante, folha de fumo, arruda, folha de figo. Importante tomar cuidado com essas ervas, elas são fortes e servem para descarrego, dessa forma, podem causar reações energéticas.
 
  • Ogum – espada de Ogum, losna, aroeira, abre-caminho, jurubeba, São Gonçalinho, folha de manga, folhas de romã, samambaia, salgueiro.
 
  • Xangô – barba de velho, hortelã, erva de São João, lírio, urucum.
 
  • Oxóssi – acácia-jurema, samambaia, capim limão, guiné, alecrim, erva doce, eucalipto, manjericão.
 
  • Oxalá – boldo (tapete de Oxalá), narciso, hortelã, erva cidreira, eucalipto, alecrim, levante, alfavaca, girassol, avenca e manjerona.
 
  • Iemanjá/Oxum – hortelã, lágrima de nossa senhora, rosa branca, boldo, avenca, folha de laranjeira, jasmim, alfazema, açucena, ipê amarelo, alfavaca, poejo.
 
  • Linha das Crianças ou Ibejadas – levante, verbena, rosas, erva doce, guaraná, alecrim, trevo, folhas de anil.
E seguem mais algumas dicas legais que podem facilitar ou inspirar mais um pouco a prática do Banho de Ervas tão transformadora e benéfica para todos nós.
Os banhos de ervas secas devem ser preparados por infusão – ativar as ervas, colocá-las em um recipiente e derramar água fervente sobre elas. Tampar e deixar por 15 min. Coar e tomar o banho após o banho de higiene. Caules, raízes mais grossas e talos duros, como as espadas, devem ser fervidos por um período médio de 30 minutos.
Os banhos de ervas frescas devem ser preparados por maceração – colocar em um recipiente com água as ervas e macerá-las por alguns minutos, podendo aquecer levemente, coar e tomar o banho após o banho de higiene.
Os banhos normalmente devem ser preparados com números ímpares – com uma, três, cinco, sete ervas.
Potencializamos o Poder energético e natural do banho quando usamos águas naturais – como água de rio, chuva, cachoeira, poço, mar, etc.
BANHO NATURAL – são banhos que realizamos em sítios energéticos onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronário e frontal) localizados na cabeça. Aliás é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se realizados em locais livres da poluição.
Dentre eles podemos destacar:
 
  • Banho de mar: Ótimo para descarrego e para energização – importante ser realizado em mar com ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais.
 
  • Banho de cachoeira: Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa aura.
 
  • Banho solar: É todo banho tomado durante o dia, mesmo que esteja nublado (sem sol). A energia solar vitaliza e energiza, pois o sol fornece o “Prana” que alimenta nossa alma.
 
  • Banho lunar: É todo banho tomado à noite, desde que a Lua esteja descoberta (não pode haver nuvens). São os banhos que apresentam um aspecto magnético, frio, úmido e calmante.
 
Sei que parece estranho falar em ‘banho solar’ e ‘banho lunar’, mas a ideia aqui é se colocar sob o sol ou a lua com serenidade, consciente da intensa energia natural direcionando-a para o chacra coronário. É imaginar uma espécie de funil sobre a cabeça e permitir a entrada do forte magnetismo do sol ou da lua deixando-o percorrer o corpo com naturalidade e espírito de agradecimento. São apenas alguns minutos (15) de concentração leve, de respiração pausada e serenidade interna para se beneficiar dessa imensa energia, para sentir as melhoras internas e externas em todos os sentidos.
Características de algumas ervas para banhos e defumações com várias finalidades:
 
  • Arruda: Ótimo protetor astral, desagrega larvas astrais e energias enfermiças. Quebra as formações energéticas negativas resultantes de acúmulos de pensamentos negativos e de atuações do baixo astral.
  • Alecrim: Desagrega energias enfermiças, limpa e purifica o ambiente, criando uma “esfera” de proteção; boa contra obsessão; afasta a tristeza.
  • Alfazema: Ajuda a equilibrar nossas energias, limpa e purifica o ambiente trazendo a paz e harmonia.
  • Anis-estrelado: Atua melhorando nosso humor; desperta a intuição; torna o ambiente agradável e desagrega energias negativas.
  • Absinto – Losna: Em banhos,ela desagrega fluidos negativos. Na defumação, afasta influência negativa.
  • Alho (casca): Desagrega as energias negativas de ordem sexual, protege contra influências negativas e purifica o ambiente.
 
  • Artemísia: Quebra as correntes de pensamentos negativos e traz proteção.
 
  • Bambu: Contra influências negativas.
 
  • Botões de flor de laranjeira: Para o amor.
 
  • Camomila: Calmante, contra depressão e ansiedade.
 
  • Cana-de-açúcar (palha e bagaço): Dá força e vigor para enfrentar as situações do dia a dia.
 
  • Canela: Condensador de fluidos benéficos, destrói miasmas astrais; afrodisíaco; atrai a prosperidade.
 
  • Cebola (casca): Desagrega energias negativas de ordem sexual; afasta fluidos indesejados.
 
  • Capim limão / Capim Santo: Bom para acalmar e trazer bons fluidos.
 
  • Cravo: Afrodisíaco, estimulante, aumenta o magnetismo pessoal e atrai a prosperidade.
 
  • Eucalipto: Desagrega as energias negativas e enfermiças, renova nossas energias, equilibra o emocional.
 
  • Erva Doce: Acalma e harmoniza o ambiente, desagregando energias enfermiças e nocivas.
 
  • Girassol (folhas): Excelente condensador de fluidos positivos; ajuda a aguçar a intuição.
 
  • Guiné: Quebra formas-pensamento baixas e ajuda na comunicação com os bons espíritos. Bom contra obsessões de natureza sexual.
 
  • Hortelã: Bom para proteção e contra o desânimo.
 
  • Ipê amarelo: Para harmonizar ambientes.
 
  • Laranja (flor, folhas e casca): Estimula o amor nos tornando mais atraentes; também torna o ambiente mais agradável e “leve”.
 
  • Levante: Bom para proteção e abertura de caminhos.
 
  • Limão (casca): Queima os fluidos negativos e enfermiços.
 
  • Lírio: Bom para nos tornar mais puros, simples e humildes; estimula nosso lado compreensivo e amoroso.
 
  • Louro (“a folha do sacerdote”): Excelente para aguçar a intuição e para a prosperidade.
 
  • Maçã (folhas, flores e casca): Desperta nossa sensibilidade ao amor e aumenta nosso poder magnético de atrair o que nos agrada.
 
  • Malva: Acalma e desperta a sensibilidade.
 
  • Manjericão: Ótimo para tirar as energias negativas, trazer vida ao ambiente e às pessoas; aumenta o magnetismo pessoal; atua contra a depressão e ansiedade.
 
  • Maracujá (flor): Para fortalecer nossos laços de amizade.
 
  • Melissa: Acalma os ânimos e nos torna mais alegres; limpa e sutiliza o corpo astral.
 
  • Morango (folhas e fruto): Desperta o prazer em todos os sentidos.
 
  • Noz moscada: Aguça a intuição, ajuda na comunicação astral e é boa para a prosperidade.
 
  • Poejo: Ótima para proteção e para acalmar os ânimos.
 
  • Pitanga (folhas): Prosperidade e proteção.
 
  • Patchuli: Bom para o amor, a prosperidade e a intuição, fortalecendo o magnetismo pessoal.
 
  • Salsa: Usada para a proteção, afasta a negatividade.
 
  • Sálvia; Considerada a erva da saúde, serve para limpeza, proteção e intuição.
 
  • Rosa branca: Desperta o amor à espiritualidade.
 
  • Rosa vermelha: Desperta a paixão.
 
  • Rosa cor-de-rosa: Desperta o amor maternal, filial e fraternal.
 
  • Romã (casca e flores): Utilizada para a prosperidade, protege contra as emanações provindas da inveja e do ódio.
 
  • Orquídea: Utilizada para a prosperidade, protege contra as emanações provindas da inveja e do ódio.
 
 
Ao trabalhar com as essências das ervas, banhos ou defumação, estamos entrando em um universo vegetal que vai além da matéria. Assim como não somos apenas carne e as divindades não são apenas arquétipos, as plantas também possuem um “espírito vegetal” que as anima e têm seus respectivos gênios e divindades guardiãs responsáveis pela força vegetal. Portanto, ao trabalhar com ervas, entre em contato com estes espíritos, gênios e guardiões vegetais pedindo sua licença e sua força para realizarmos nossa tarefa. Dentro do conceito de divindades podemos recorrer a Oxóssi como Guardião do reino vegetal e a Ossain como gênio deste reino e da cura pelas ervas.
Receitas de Banhos e Defumação:
 
  • Para depressão e purificar a aura: Salsinha, anis-estrelado e alecrim.
 
  • Acabar com os males e desagregar energias negativas: Banho de cerveja.
 
  • Prosperidade financeira: Salsinha com noz-moscada
 
  • Para ajudar no comércio: Alecrim, abre-caminho, hortelã, levante, girassol, cana, açúcar mascavo. (Fazer banho, defumação e passar no chão do escritório ou loja.)
 
  • Para o amor: Anis-estrelado, calêndula, rosa vermelha, patchuli, malva branca e jasmim.
 
  • Para atrair a sorte: Milho de galinha, abre-caminho, café e açúcar mascavo.
 
  • Purificar o espírito e fortalecer o mental: Levante, alecrim e hortelã.
 
  • Para a saúde, ajuda a fortalecer pessoas debilitadas: Banho de leite com levante (feito às terças e quintas feiras).
 
  • Para prosperidade: Pó de café, açúcar, louro, manjericão, folha de pitanga, hortelã.
 
  • Para descarga forte: Folhas de eucalipto, casca de alho, palha ou bagaço de cana (seco), folha de bambu, folha de pinhão roxo.
 
  • Para descarga de energias sexuais densas: Cravo, canela, casca de alho roxo, erva-doce, casca de limão.
 
  • Para cansaço ou depressão: sementes de girassol, semente de imburana, anis-estrelado. (Exercícios respiratórios ajudam muito. Deixar no ambiente o preparado com essas ervas, de modo que o vapor fique no ar; respirar com calma, sem pressa e sem esforço.)
 
  • Contra a insônia: Pétalas de rosa, erva-sândalo, hortelã e cravo da Índia.
 
  • Para afastar a obsessão e alcoolismo: Alho, salsão, arruda, guiné, espada de São Jorge, folha de fumo, folha de mangueira, levante e cipó mil-homens
 
  • Para abrir caminhos: Açucena, agrião, angico, aroeira e espada de São Jorge
 
  • Para ajudar no desenvolver da espiritualidade: Jasmim, anis-estrelado e alfazema.
As ervas acima servem para banhos e defumações. Para defumar, as ervas precisam estar secas.
 
  • DEFUMAÇÃO para prosperidade: Noz moscada, cana, incenso (resina) , folha de louro, canela em pó, arroz com casca e alfazema
 
  • DEFUMAÇÃO para descarrego de energias pesadas: Manjericão, alecrim, mirra (resina), alfazema e arruda.
Obs.: O incenso e a mirra são resinas e servem apenas para defumação. NÃO se usa resina para banhos.)
Referências. Erveiro Adriano Camargo

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Obaluaye

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Obaluaiyê

É o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro.

O Orixá Obaluaiyê é o regente do pólo magnético masculino da linha da Evolução, que surge a partir da projeção do Trono Essencial do Saber ou Trono da Evolução.

O Trono da Evolução é um dos sete Tronos essenciais que formam a Coroa Divina regente do planeta, e em sua projeção faz surgir, na Umbanda, a linha da Evolução, em cujo pólo magnético positivo, masculino e irradiante, está assentado o Orixá Natural Obaluaiyê, e em cujo pólo magnético negativo, feminino e absorvente está assentada a Orixá Nanã Buruquê. Ambos são Orixás de magnetismo misto e cuidam das passagens dos estágios evolutivos.

Ambos são Orixás terra-água (magneticamente, certo?). Obaluaiyê é ativo no magnetismo telúrico e passivo no magnetismo aquático. Nanã é ativa no magnetismo aquático e passiva no magnetismo telúrico. Mas ambos atuam passivamente, o outro atua ativamente.

Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiyê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcança o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).

É o mistério “Obaluaiyê” que reduz o corpo plasmático do espírito até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Nesta redução, o espírito assume todas as características e feições do seu novo corpo carnal, já formado.
Muito associam o divino Obaluaiyê apenas com o Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiyê é muito mais do que já o descreveram.

Ele é o “Senhor das Passagens” de um plano para outro, de uma dimensão para a outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.

Oferenda: Velas brancas e brancas/pretas; vinho rosé licoroso, água potável; coco fatiado coberto com mel e pipocas; rosas, margaridas e crisântemos, tudo depositado no cruzeiro do cemitério, á beira-mar ou á beira de um lago.

FOLHAS E ERVAS DOS ORIXÁS

FOLHAS E ERVAS SAGRADAS DOS ORIXÁS
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Na Umbanda é o sangue vegetal que na forma de banhos nos purifica e consagra.
Quem for banhado por elas espanta os males físicos e espirituais.
As ervas possuem vasto uso, nos rituais são muito utilizadas em homenagens, invocando sua proteção para que os atos litúrgicos sejam bem encaminhados. Enfim, seu uso é primordial, pois nada acontece sem folhas.
Um dos grandes mistérios em quase todos os ramos da Magia em todo o mundo é a utilização das plantas, raízes e sementes das ervas mais variadas. São usadas tanto em forma de defumações para os Deuses quanto para banhos purificadores, protetores e de cura.
A seguir citaremos algumas das ervas mais usadas na Umbanda e o Orixá pertencente
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ERVAS MAIS USADAS NA UMBANDA

• Alecrim – Pertence a Oxalá. Entra em qualquer obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá. Bastante emprego nos rituais de defumação, banho de descarrego. É parte indispensável do ‘abo’. Eficiente destruidor de larvas astrais. O Chá é empregado para combater tosses e broquites com sucesso.
• Arruda – Planta de odor bem forte que pertence a Oxóssi e Exu. Muita usada contra maus fluídos, inveja, olho-grande, e para benzimentos. A variedade do orixá Oxóssi, com folhas miúdas; aplica-se nos bori, lavagem de contas (guias), e banhos de limpeza ou descarrego. O uso medicinal é contra verminoses e reumatismo emchás, e o sumo aplica-se para reduzir feridas.
• Bambú – Pertence a Yansã e Egun. Muito aplicada como enfeite nas casas de Egun nas festas. Poderoso defumador contra larvas astrais, fazendo mistura com palha ou bagaço de cana. Excelente banho contra perseguição de obsessores ou maus espíritos. Na medicina popular é utilizado nas diarréias e pertubações do estomago.
• Camomila – Pertence a Oxalá e Oxum. Aplicação em banhos de descarrego e no “abo”. Na medicina popular tem larga utilização em chás reguladores dos intestinos; estimula o apetite.
• Cana-de-Açucar – Pertence a Exú. Planta muito importante nos rituais. Seja o bagaço ou o produto, o açucar, são amplamente utilizadas em defumações para melhoria das condições financeiras, misturando com pó de café virgem, cravo-da-índia, e canela em pó.
• Girassol – Pertence a Oxalá. Utiliza-se em qualquer obrigação de cabeça, no ‘abo’ e banhos de descarrego. Tem muito prestígio em defumações pois é poderoso anulador de fluidos negativos edestruidora de larvas astrais. Nas defumações usa-se as folhas e nos banhoscolocam-se também as pétalas colhidas antes do nascer do sol.
• Romã – Erva Sagrada pertencente a Yansã. As folhas são utilizadas em banhos de descarrego. A medicina popular emprega o cozimento das cascas dos frutos para o combate de vermes e o mesmo cozimento para gargarejos nas inflamações de garganta e da boca.

ORIXÁS E SUAS ERVAS
Oxalá: Tapete de Oxalá (boldo), algodão, arnica da horta, alecrim, folhas e ramos de palmeiras, folhas de laranjeira, hortelã, erva cidreira, rama de leite, malva branca, saião branco, folha da costa, rosa branca, louro, manjerona, manacá, macaça, erva doce;
Oxossi: Alfavaca do campo, jureminha, caiçara, arruda, abre caminho, malva rosa, capeba, peregum, taioba, sabugueiro, jurema, capim limão, acácia, cipó caboclo, goiabeira, erva de passarinho, guaco, guiné, malva do campo, são gonçalinho, Louro, cabelo de milho, eucalipto, manjericão, samambaia;
Ogum: Espada de São Jorge, crista de galo, folhas de mangueira, Taioba, Cipó chumbo, Palmeira de dendezeiro (Mariwo), abre caminho, alfavaquinha, arnica, aroeira, capim limão, carqueja, dandá da costa, erva tostão, eucalipto, jaboticabeira, losna, pau rosa, peregum, porangaba, são gonçalinho, jatobá;
Xangô: Folha da costa, matamba, betis cheiroso, levante, folha de fogo, cerejeira, figueira branca, amoreira, ameixeira, espada de Santa Bárbara, Comigo ninguém pode, cipó mil homens, folhas de café, folha de manga, Guiné, arruda, limoeiro, umbaúba, vence demanda, urucum, pessegueira, pau pereira, para raio, noz moscada, nega mina, mutamba, mulungu, manjericão, malva cheirosa, jaqueira, folha da fortuna, folha da costa, fedegoso, erva tostão, erva de são João, cavalinha;
Iemanjá: Jarrinha, Rama de leite, cana do brejo, betis cheiroso, algas marinhas, alfavaquinha,flores branca de qualquer espécie, aguapé, camélia, folha da costa, jasmim, lagrima de nossa senhora, macaça, malva branca, taioba branca;
Oxum: Folha de vintém, folha da fortuna, malva, dracena, rama de leite, malva rosa, narciso, flores de tonalidade amarela, lírios de toda espécie, margaridas, flor de maio, amor perfeito, madressilva, quioco, oriri, mutamba, melissa, macaça, ipê amarelo, folha da costa, erva de santa Maria, erva de santa luzia, colônia, camomila, assa peixe, aguapé;
Iansã: Erva santa, umbaúba, folhas de bambu, folha de fogo, capeba, perientária, bredo sem espinho, malmequer branco, dormideira, espada de santa bárbara, flores amarelas ou coral, dracena, papoula, gerânio, erva de passarinho, erva tostão, guiné, jaborandi, louro, malva rosa, nega mina, peregum, pinhão roxo;
Nanã: Alfavaca roxa, assa peixe, avenca, cana do brejo, capeba, cedrinho, cipreste, erva de passarinho, jarrinha, manacá, Maria preta, mutamba, quaresmeira, rama de leite;
Omulu/Obaluaê: Zínia, folhas de laranja lima, folhas de milho, barba de velho, vassoura preta, velame, sete sangrias, sabugueiro, musgo, manjerona, mamona, espinheira santa, carobinha do campo, assa peixe;
Exu: Abranda fogo, mamona, carqueja, picão preto, unha de gato, arruda, comigo ninguém pode, arrebenta cavalo, azevinho, bardana, beladona, cactus, cana de açúcar, cansação, catingueira, corredeira, figueira preta, folha da fortuna, garra do diabo, mangueira, pau d’alho, pau santo, pimenta da costa, pinhão roxo, urtiga, chorão;
As 7 linha: Geralmente usam todas as ervas não existindo uma em especial.

CLASSIFICAÇÃO DAS ERVAS:
Ervas Calmas: Boldo, erva doce, erva cidreira, alecrim do campo, camomila, capim santo, malva branca, malva cheirosa, erva de santa Maria, erva de santa luzia, jasmim, colônia, macaça, aguapé, alfazema, melissa, capim cidrão, folha de maracujá, manjericão, etc…
Ervas fortes: Arruda, guiné, espada São Jorge, espada de Santa Bárbara, carqueja, aroeira, comigo ninguém pode, peregum, nega mina, umbaúba, mamona, picão branco, eucalipto, pinhão roxo, bambuzinho, taioba, lança de Ogum, espada de Ogum, folha de fumo, etc…
Ervas bravas: Barba maldita (cipó azougue), unha de gato, comigo ninguém pode, coroa de cristo, mamona, picão preto, urtiga, chorão, folha de limão, folha de seringueira, etc…
Obs.: A combinação das ervas, deve ser feita de acordo com a necessidade, não há mistério, desde que conheçamos as ervas e sua classificação e ainda os Orixás, por exemplo: banho de abre caminho deve-se usar ervas fortes combinadas com Orixás de abre caminho. Ervas bravas de preferência devem ser usadas apenas como bate folha (descarrego) na matéria ou em lugares.
BANHOS DE ERVAS
Arnica – afasta a negatividade
Abre Caminho – novas forças
Alecrim – clareza mental
Arruda – proteção
Anis Estrelado – aumenta a auto-estima

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Água-de-arroz – calmante
Alfazema – mudança
Camomila – limpeza (bactericida)
Canela – limpeza, força e prosperidade
Cravo da Índia – estimulante
Erva doce – boas energias
Espada de São Jorge – proteção
Folhas de Manga – prosperidade
Folhas de Louro – prosperidade
Fumo – proteção
Flor de sabugueiro – calmante
Guiné – proteção e força
Girassol (sementes) – acelera as mudanças
Hortelã – aceitação
Levante – força, melhorar a auto-estima
Losna – corta a negatividade (raivas)
Macela – calmante (bom para insônia)
Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
Pitanga (folhas) – melhora a circulação
Rosas brancas – limpeza
Rosas vermelhas – energia

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Banhos Específicos:

Descarrego:

– 3 galhos de arruda

– 3 galhos de guiné

– 3 galhos de alecrim

– 1 espada de São Jorge

Abre Caminho:

– 7 folhas de loro

– 7 galhos de manjericão

– 7 cravos da india

– 7 sementes de girassol

ERVAS PARA AFASTAR MAUS ESPÍRITOS  –   São usadas para fazer Sacudimentos de Pessoas e Ambientes como: Losna; Cipó; Comigo-Ninguém-Pode; Fumo; Alho; Crisântemo; Bananeira; Abre-Caminhos; Espada de São Jorge; Pinhão Roxo; Guiné; Mamona, entre outras.

ERVAS PARA AMULETO – Usadas com a finalidade de Proteção e Segurança, são as seguintes: Alfavaca ou Manjericão; Guiné; Arruda; Indirí; Alecrim; Canela Preta; Espada de São Jorge, entre outras.

 

Fontes: www.raizdecaboclo.webnode.com, www.tefl.com.b, UMBANDA – A CAMINHO

Significado das 7 ondas de Mãe Yemanjá

Significado das 7 ondas de Mãe Yemanjá

Trata-se de uma tradição africana ligada à Umbanda e ao candomblé. O 7 é um número considerado espiritual (são 7 os dias da semana e os chakras). Pular 7 ondas ajudaria a invocar os poderes de Sete Orixás poderosos e no final a Yemanjá a Orixá, Deusa do mar, que purifica e nos dá força para vencer os obstáculos do ano que está por vir. O Setenário é Sagrado!

Podemos mentalizar assim:

Primeira Onda, Saudar Pai Oxalá, Mãe Oyá Tempo e também Ibeji, Sincretizado (representado) por Cosme e Damião. Força da pureza e inocência.
Que Pai Oxalá nos traga a Fé e a Religiosidade. Que Mãe Oyá Tempo, como controladora do fanatismo religioso, nos mantenha em equilíbrio em nossa caminhada religiosa, para que não nos prejudiquemos com fanatismo ou excessos religiosos.
Pedimos também nesta primeira onda, que nossos queridos, Cosme e Damião e Doun (Aproveitando para Saudar Doun também, pois é uma Energia atuante junto a todos outros Tronos dos Sagrados Orixás, protejam nossas crianças e nosso futuro.

Segunda Onda, saudar nosso Pai Xangô e Mamãe Egunitá
Que nosso Pai Xangô nos dê a Justiça em nossas vidas, Justiça de Deus tá! Aquilo que merecemos. Saudando Mãe Egunitá Senhora do Fogo, que venha purificar nossos excessos emocionais e nossos desequilíbrios, desvirtudes e vícios.

Terceira Onda Saudar o Pai Ogum e Iansã
Que nosso Pai Ogum proteja e abra todos nossos caminhos, para poder com ordenação evoluir espiritualmente em todos os Campos positivamente. Com todos bons ventos ao nosso favor, livrando-nos de influências negativas espirituais.

Quarta Onda, saudar a Mamãe Oxum (Mãe de todas as Águas e Rainha do Trono do Amor) e nosso Pai Oxumaré.
Que nossa Mamãe Oxum proteja nossos sentimentos, relações, família e amigos e nos traga ganhos materiais, afinal o Ouro é dela! E que a força do Pai Oxumaré nos traga a Força da Transformação, como a serpente solta sua velha casca, desvencilhemo-nos das coisas que já devem ser descartadas.

Quinta Onda, Saudar nosso Pai Oxóssi e nossa Mamãe Obá
Que nosso Pai Oxossi proteja nosso trabalho e nos dê força, vigor e inteligência, sabedoria em nossa na caminhada. Que nossa Mãe Obá esgote todos os nossos conhecimentos desvirtuados e faça prevalecer a Verdade.

Sexta Onda, saudar o Pai Obaluayê e Mamãe Nanã Buroquê
Que nosso Pai Obaluayê retire todas as doenças de nossas vidas e nos traga a Evolução, decantando tudo que precisa ser decantado.

Sétima Onda Mamãe Yemanjá e nosso Pai Omulu
Que nossa Mamãe Yemanja Orixá da Divindade da Vida, curadora das enfermidades do espírito, Protetora da Gestantes e da Família ilumine e proteja o ano novo que se inicia, proteja e abençoe nossas Famílias nossos Lares. Que nosso Pai Omulu nos afaste das doenças e morte prematura.

No final saia de costas do mar e saúde nosso Pai Oxalá, fazendo uma corrente de força em todos seus pedidos e que receba sua firmação, que seus pedidos com Fé, sejam ouvidos e atendidos, tudo com muito amor e respeito absoluto ao livre arbítrio do próximo.

07 Legiões da Linha de Ogum

07 legiões da Linha de Ogum

Ogum Beira Mar

Conhecido também por Ogum do Mar ou Ogum das Ondas.

Na areia molhada é considerado Beira-Mar e nas ondas é conhecido como Sete Ondas.

Ele faz ronda da beira da praia até o alto mar.

Aceita obrigações na areia molhada, que consistem de vela branca, vela vermelha, cravos brancos e vermelhos, cerveja branca, charutos.

Ogum Rompe Mato

Sua falange trabalha cruzada com Oxossi, rondando, participando da energia das matas, nas pedreiras encontramos Ogum das Pedreiras, neste caso trabalha com Xangô, vibrando nas cores branca e vermelha ou verde e vermelha conforme a sintonia com o orixá.

Nesse caso, entendemos ser caso de guia cruzado, ou seja, trabalha em duas linhas simultaneamente.

O material utilizado em oferendas é o mesmo as matas, portanto, sua cor vibratória às vezes também é verde. para Ogum Beira Mar, com exceção a cor das velas utilizadas conforme a vibração da entidade.

Ogum Megê

Lida diretamente com a Linha das Almas, ou seja, seu campo vibratório está na calunga pequena, ou seja, nos cemitérios, mais precisamente na calçada do cemitério. As oferendas deverão ser entregues em seu campo vibratório, consistindo de cerveja branca, charutos acesos, cravos brancos, espada de Ogum, tudo assentado em pano branco com bordas vermelhas, acompanhadas por velas de cores vermelha e branca.

Ogum Naruê

Esta falange de Ogum trabalha desmanchando a magia negra opera dentro das linhas das Almas, exercendo especial domínio sobre as almas quimbandeiras.

Possuem conhecimentos seculares, acumulados por Magos, Feiticeiros, Xamãs, Exorcistas, Pajés, Sacerdotes das mais variadas partes do Mundo, portanto seria considerado todo o conhecimento adquirido nesta e em outras Galáxias, precisando, portanto da sabedoria e justiça relacionam-se ora na vibração de Xangô ora na vibração de Ogum Megê.

Recebe então suas oferendas tanto nas matas, junto das pedreiras, como nas calçadas que rodeiam a calunga pequena.

Suas obrigações são acompanhadas por uma pedra-ímã, ou de materiais condizentes com a necessidade eminente e em conformidade com a magia a ser combatida.

Ogum Matinata

Defende os campos onde se assentam as obrigações para Oxalá, principalmente nas colinas floridas.

É uma falange muito difícil de incorporar, poucos médiuns conseguem tê-lo como guia. Apesar de receber suas obrigações nas colinas, como para Oxalá, seu domínio é o Espaço Sideral ou Caminhos que a Terra percorre, bem como de todos os planetas, asteroides, cometas, etc.

Quando se viaja de avião, ou apelamos para o bom voo das aves que migram, apelamos pela proteção desta vibração.

Suas obrigações consistem de cerveja branca, vela branca, cravo branco, entregues em campos ou colinas floridas.

Apesar de rondar os campos de Oxalá, não é a linha que vibra diretamente com este.

Ogum Yara

É a falange que ronda os rios, lagos e cachoeiras.

É o grande colaborador dos trabalhos de Oxum.

Pede-se o seu auxílio e proteção em todas as oferendas aos guias destes campos vibratórios.

Tal como na lenda do Rei Artur que recebeu sua espada da fada do lago, Ogum Yara se identifica com as mulheres guerreiras da História Real como Santa Joana D’Arc, responsável pela unificação da França, defensora dos oprimidos pelo poder dos dirigentes políticos, ou seja, pela justiça social.

Colabora com Oxum em todos os trabalhos dirigidos à fertilidade, prosperidade, beleza essencial da alma que reflete na matéria, etc.

Suas oferendas consistem dos mesmos materiais de Ogum Beira Mar, acompanhados de flores conforme a necessidade e direção do trabalho.

Ogum Delê

Esta falange carrega a vibração pura de Ogum.

Efetua sua ronda sobre o mundo.

É a própria lei que rege os reajustes cármicos.

Aquele que nos liberta das batalhas enfrentadas em diversas encarnações, contra diversos inimigos, ou contra nossos princípios negativos que interferem em nossa evolução espiritual.

Vibra nas cores vermelha e branca e suas obrigações são oferecidas em qualquer lugar do mundo, desde que seja no tempo.

O material normalmente usado é o mesmo que para Ogum Matinata, porém acrescido de uma vela oferecida para o orixá Tempo.

JURAMENTO UMBANDISTA

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Ao abraçar a fé umbandista, eu juro solenemente perante Deus e os Orixás: Aplicar os meus dons de mediunidade somente para o bem da humanidade; Reconhecer como irmão de sangue, os meus irmãos de crença; Praticar com amor a caridade; Respeitar as leis de Deus e a do homem, lutando sempre pela causa da JUSTIÇA e da VERDADE; Não utilizar e nem permitir a utilização dos conhecimentos adquiridos num terreiro para prejudicar a quem quer que seja.

Salve a Umbanda, Salve os Sagrados Orixás!

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