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DEFUMAÇÃO: PROCEDIMENTOS, TIPOS E PROPÓSITOS

INTRODUÇÃO

A defumação é um ritual muito frequente em casas de Umbanda e Candomblé. Na Umbanda ela foi trazida pelo caboclo das sete encruzilhadas quando fundou a religião e segue até hoje em quase 100% dos terreiros, todavia, a defumação é utilizada antes mesmo da criação da Umbanda, não é algo criada por ela, mas ela considera este fundamento em sua doutrina.

A defumação pode ser usada em diversas ocasiões: abertura e fechamento de giras, limpeza de residência e imóveis comerciais, limpeza de pessoas, etc.

OBJETIVO DA DEFUMAÇÃO

A defumação pode ter vários objetivos, entre eles: limpeza física e espiritual, limpeza de ambientes, prosperidade, proteção, descarrego de fluidos espirituais negativos, fortalecimento, etc.

QUEM PODE FAZER A DEFUMAÇÃO?

Embora qualquer pessoa possa fazer uma defumação, nos terreiros geralmente isso é feito pelos dirigentes ou médium a cargo dos mesmos, alguém destinado a este rito. Costumamos dizer que Deus nos fez imagem e semelhança dele, então o que dá poder a uma defumação não é o cargo que ela tem, mas o fundamento, a fé a o conhecimento sobre o preparo, ou seja, é questionável a ideia de que apenas um dirigente de santo pode fazer uma defumação.

DEFUMAÇÃO NO TERREIRO

A defumação nos terreiros geralmente é feira através do “Turíbulo” (objeto prateado acima). Nele colocamos carvão e algum elemento combustor (álcool, óleo, papel, etc), uma vez que estiver acesso, começa o rito de defumação.

A defumação é feita com uma combinação de ervas específicas de acordo com o objetivo proposto. Quando ela é feita na Umbanda, geralmente acompanham-se pontos cantados de defumação. Cada casa pode estabelecer uma ordem para iniciar a defumação. Geralmente defumamos o Congá, os cantos, o centro, os médiuns, os atabaques e a assistência. Na dúvida sobre como proceder com a defumação no seu terreiro, procure o seu pai de santo ou orientação do seu guia espiritual.

EXEMPLOS DE ERVAS E MISTURAS PARA DEFUMAÇÃO

Cada casa tem a sua doutrina e cada guia espiritual o seu mistério, na dúvida sobre algum procedimento, sempre procure o pai de santo de sua confiança. Abaixo alguns exemplos de ervas e elementos que podem ser usadas isoladamente ou em conjunto para defumação:

Sal grosso: Descarrego.
Arruda: Descarrego, proteção.
Mirra: Atrai contato com bons espíritos, fortalece a humildade.
Alecrim: Atrai bons sentimentos, cria atmosfera positiva.
Alfazema: Equilibra o ambiente.
Café (Grãos, folhas secas, pó, etc): Atrai força e resistência.
Canela e Cravo da índia: Atrai a prosperidade, aumenta o magnetismo pessoal, a autoestima, etc.
Guiné: Proteção e energização.
Pó de dandá da costa e anis estrelado: Aumenta a intuição.
Beijoim: Aumenta a espiritualidade, a intuição, cria uma atmosfera propícia a trabalhos espirituais.

DEFUMAÇÃO EM CUBO

A defumação em cubo é aquela que já vem com as ervas trituradas e acopladas em forma de cubo. Ela não é indicada para substituir uma defumação tradicional em turíbulo uma vez que não sabemos a procedência do que de fato contém os cubos. Não sabemos por exemplo que ervas e elementos foram usados para o que se propõe nos rótulos. Em todo caso, como o poder do objeto espiritual leva em consideração a força da consagração, em muitas emergências eu mesmo só tinha a mãos este tipo de defumador. Ele é mais indicado para atuar como uma espécie de “incenso” de longa duração.

DEFUMAÇÃO EM CASA

É muito indicado de tempos em tempos fazermos uma defumação em casa. Seja para limpeza, proteção ou descarrego. Geralmente fazemos de dentro para fora (para limpeza) e de fora para dentro (quando o objetivo for trazer prosperidade por exemplo). Preces, pontos cantados podem ser inclusos para potencializar o rito.

DEFUMAÇÃO EM IMÓVEL COMERCIAL

A defumação em imóvel comercial geralmente é feita para atrair clientes, afastar inveja e olho gordo. Tal como na defumação doméstica e do lar, se o objetivo for limpeza, fazemos de dentro para fora. Já se o objetivo for atrair alguma coisa, fazemos de fora para dentro. Dependendo da gravidade do caso, tanto na defumação do terreiro, quanto das casas quanto dos comércios, podem haver solicitações de sacudimento de ervas, mas este é um assunto que trataremos em outro texto.

PONTOS DE DEFUMAÇÃO

Ogum mandou defumar,
Ogum mandou defumar,
Ogum mandou defumar,
Filhos de fé vamos defumar

Ogum mandou defumar,
Ogum mandou defumar,
Ogum mandou defumar,
Filhos de fé vamos defumar

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Ele é rezador, ele vai defumar
Ele reza seus filhos e o mau vai levar

Ele é rezador, ele vai defumar
Ele reza seus filhos e o mau vai levar

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Defuma com as ervas da Jurema
Defuma com Arruda e Guiné,
Com Beijoim, Alecrim e Alfazema
Vamos defumar filhos de fé.

Defuma com as ervas da Jurema
Defuma com Arruda e Guiné,
Com Beijoim, Alecrim e Alfazema
Vamos defumar filhos de fé.

A UMBANDA, A QUARESMA, A PÁSCOA CRISTÃ E A TRANSMUTAÇÃO DO SER.

A maioria de nós, umbandistas, viemos de outras religiões, muitos foram católicos, outros espíritas, tantos outros migraram do Candomblé ou de outros cultos de nação e, ainda muitos, de outras tantas religiões. Isso é consequência da diversidade cultural do povo brasileiro, o que inclui, por certo, nossa formação religiosa.

Naturalmente, ao ter contato com a Umbanda trazemos marcados em nosso íntimo as crenças, dogmas e conceitos dessas religiões. Porém, a Umbanda possui sua própria interpretação e fundamentos, apesar do sincretismo que marca sua formação, o que deve ser compreendido para uma melhor adequação dos conceitos próprios da Umbanda pelo adepto, não só o neófito assim como aos mais antigos que se fecham para as boas novas umbandistas.

O sincretismo religioso não é privilégio da Umbanda, pois todas as religiões nascem do sincretismo com outras religiões. O catolicismo, por exemplo, nasce do sincretismo com o judaísmo, assim como o islamismo tem em sua origem no cristianismo nestoriano e influências zoroastrianas.

Ainda nesse sentido, o próprio cristianismo tem diversas interpretações teológicas, o que faz existir diversas religiões que surgiram a partir da dissidência ideológica com a Igreja Católica Apostólica Romana e, nessa última, ainda há vertentes com teologia própria, como acontece com os Marinistas, Jesuítas, Franciscanos, etc.

Voltando à Umbanda, sabemos que ela possui na sua base de formação correntes de influência judaico/cristã; africana yorubá e bantu, européia espírita, ameríndia e também de outras culturas religiosas orientais, portanto, bebe de várias fontes, sendo, por essa razão, uma religião universalista.

Diante dessa diversidade cultural/religiosa, advém influências de cultos diversos e de dogmas que não são propriamente umbandistas, dentre eles está a Quaresma e a comemoração da Páscoa cristã, entretanto, não são todas as correntes culturais formadoras da Umbanda em que a referida comemoração está presente.

No cristianismo, mais fortemente no catolicismo, a páscoa é comemorada e representa a ressurreição do Cristo, assim como outras religiões cristãs também relembram o martírio e a ressurreição do Cristo, apesar de uma forma diferente, mas como a mesma finalidade.

Na tradição judaica não há páscoa, o que existe é o Pessach, que representa a “passagem”, quando comemora-se a “libertação” de seu povo da escravidão no Egito. No ano de 2015, particularmente, a festa judaica coincidiu com a comemoração católica, apesar de não possuírem ligação entre uma e outra, pois apesar do calendário judaico ser diferente do calendário Cristão, como referido, houve coincidência.

Os espíritas (kardecistas) não seguem dogmas de outras religiões e, apesar de terem entre sua base fundamental o Evangelho do Cristo, não cultuam a Páscoa da forma entendida pelos católicos. Um dos motivos seria o fato de não se crer na ressurreição, mas sim na reencarnação, assim como nós umbandistas. Numa assertiva mais aprofundada, pode-se refletir que Cristo não ressuscitou, assim como entendido pelas culturas que negam a reencarnação, pois o Cristo, que possui sua alma imortal, assim como todos filhos de Deus, ascendeu com seu corpo físico, o que deve nos levar a outras reflexões, entretanto, não sendo o objeto desse pequeno texto.

Entre os africanos yorubás não havia comemoração da páscoa, haja vista que seu povo sequer conhecia Jesus Cristo. Me refiro exclusivamente aos africanos yorubás, porque foi a partir de sua cultura que herdamos o culto aos orixás. Lembremos que os africanos de origem angolana cultuavam N’nkises e os de origem do Benin os Voduns.

Assim como ocorre com os yorubás, na cultura ameríndia também não há referência do Cristo, sendo essa cultura também herdada pela Umbanda.

Já dentre tantas outras religiões orientais, também não há relação com Cristo, desse modo, tampouco significado tem a páscoa/cristã, assim sendo para o hinduísmo, o budismo, o taoísmo, etc, etc, etc.

Apesar de toda a influência e sincretismo existente na formação da Umbanda, ela possui fundamentos próprios, dentre eles sua Teologia (teorização da religião), Cosmogonia ou Gênese (interpretação da formação do Universo) e Teogonia (teoria da origem das divindades), e nesses fundamentos não há referência da Quaresma assim como não há da Páscoa Cristã.

Apesar dessa característica universalista existente em nossa religião, podemos, através de uma visão umbandista, porque não, fazer da Páscoa um momento de renovação, ou melhor dizendo, de transmutação de sentimentos, atitudes, pensamentos e, por fim, na nossa forma de viver.

Isso faz com que essa seja mais uma das muitas oportunidades de praticarmos a autoanálise, com a qual buscamos o autoconhecimento, para que possamos alcançar a necessária reforma íntima. Enfim, como gravado nos Templos da antiguidade, é o exercício do “Conhece a ti mesmo e conheceras o universo e os deuses”.

Ainda de um ponto de vista umbandista e baseado exclusivamente em seus fundamentos, podemos aproveitar a oportunidade para nos ajoelharmos diante do Trono da Evolução, onde se assenta Pai Obaluayê, Orixá universal e representante da qualidade Divina da Evolução, responsável pela transmutação dos seres pela renovação, assim como Mãe Nanã Buroquê, Orixá Cósmico, que possui dentre um de seus Fatores Divinos a decantação dos vícios e dos sentimentos negativados.

Com esse entendimento podemos aproveitar e rogar para que Mãe Nanã decante nossos sentimentos e pensamentos negativos, purificando-os, abrandando-nos e que Pai Obaluayê nos auxilie em nossa transmutação, possibilitando nossa evolução.

Importante é que possamos compreender a importância do respeito e do amor ao próximo, e que não percamos as oportunidades de aprender e evoluir, não limitando nossos olhares às formas e, assim, não percamos a oportunidade de sentir a Essência Divina, presente em todas as culturas.

Renovar é livrar-se do antigo, Transmutar é a alquimia da vida, somos alquimistas, transformemo-nos de pedras brutas em diamantes.

A palavra chave que abre o portal da Umbanda é “REFLEXÃO”.

Saravá, Amém, Aleluia, Shalom, Salaam, Namastê, Mukuiu, Mutumbá, Kolofé, Axé!

Feliz Páscoa àqueles que renascem, evoluem e crescem.

Bruno Stanchi

Banho de Ervas

Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis, que se denomina aura.

As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si, que são decodificadas através da nossa intuição.

Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e permanecem lá por muito tempo provocando doenças.

Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico.

Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. (mais…)

Deixe a raiva secar

Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. 

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial. 

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. (mais…)

Entendendo o carma: palavras de preto-velho

Dona Isabel caminhava em direção a Pai Antônio. Chegara a hora de seu atendimento e ela estava para comunicar-lhe sua decisão: pediria afastamento do terreiro.

− Oi zifia! Como vai suncê? Ah quanto tempo hein?!?

− Boa noite Pai Antônio! O senhor já sabe o que eu vim fazer aqui hoje, não sabe?

− Filha se este preto-velho tivesse este poder ele não seria Pai Antônio: seria o próprio Deus, pois só Ele sabe de todas as coisas.

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As Guias de Contas da Umbanda.

 

Uma das coisas que mais chamam atenção nos médiuns trabalhadores

da Umbanda, são as guias ou colares de contas por eles utilizados.

 

Mas qual a finalidade desses colares?

 

O que eles representam?

 

Abaixo vamos falar um pouco dessas guias, suas cores, formas, o

que se faz representar, como devemos utilizar, como devem ser feitas,

quem as pede, as diferenças de cada uma. (mais…)

A Trindade Umbandista

A tríade formadora da religião Umbanda é o caboclo, o preto velho e a criança. Ao redor destas entidades e de suas qualidades é que a Umbanda se sustenta.
No caboclo identificamos o índio brasileiro. O guerreiro, dono da terra chamada hoje de Brasil e que não se deixou escravizar. O caboclo é a alma lutadora. É o espírito do povo brasileiro. É o povo que, mesmo diante da invasão de suas terras, mesmo após a devastação de suas tribos, encontra força para preservar suas tradições, sua língua, seus cânticos, seus costumes, sua forma de viver em comunhão com a natureza que lhe dá sustento. O caboclo respeita o verde e respeita a água que o cerca. O caboclo sabe que não é ele que sustenta a mãe terra. É a mãe terra que sustenta a sua existência.

O caboclo é o símbolo da valentia de um povo, da honradez da alma, da sinceridade do olhar puro dos donos de nossa terra. Tiveram estes índios que se adaptar às novas condições impostas pelos colonizadores e assim, aprender a viver e a conviver com os invasores. O homem branco, no período de colonização do Brasil, espantou-se com a forma de viver do índio. O índio, por sua vez, ensinou ao homem branco, que se achava muito culto e muito civilizado, a tomar banho uma vez por dia e a limpar seu corpo com as águas cristalinas de mamãe Oxum que somente um povo que respeita a natureza possui.
Os pretos velhos são espíritos de altíssima envergadura moral e ética. São portadores das mensagens mais lindas e edificantes da história da Umbanda. A primeira manifestação do preto velho dentro do ritual umbandista foi a de Pai Antônio, incorporado em seu cavalo Pai Zélio Fernandino de Moraes. Ao se manifestar no terreiro de Pai Zélio, que possuía e ainda possui uma mesa em que os médiuns se sentam para incorporar os caboclos e caboclas, Pai Antônio encaminha-se para um canto isolado do terreiro. Ao ser chamado para sentar-se à mesa, Pai Antonio diz:
– Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nego deve arrespeitá.
Hoje, se esta passagem fosse analisada por qualquer associação de defesa dos direitos humanos certamente teriam acionado as autoridades competentes para colocar Pai Antônio na cabeceira da mesa presidindo aquela sessão espiritual. Contudo, Pai Antônio estava, naquele momento, oferendo valiosa lição já conhecida por todos nós e esquecida nos diversos momentos de nossas vidas. A lição de que os humildes serão exaltados e os que se elevam acima de suas condições serão recolocados em seus lugares de merecimento perante a Ordem Divina. Pai Antônio ensinou aos médiuns da casa de Pai Zélio a ordem que deve ser seguida por toda a Umbanda. Todos, indistintamente, devem reconhecer o seu lugar dentro da corrente e a humildade de espírito fará com que estes lugares sejam ocupados pelos espíritos de elevada luz que trarão o conhecimento necessário para o progresso humano.
As palavras ditas de forma calma, a compaixão, o amor e a devoção a nosso Deus Olorum são as únicas portas de acesso ao Seu conhecimento inesgotável. Com poucos gestos, com poucas palavras podemos mudar o destino de nossa sociedade. Quando estes gestos pequenos, quando estes exemplos de humildade e perseverança forem seguidos por um número incontável de pessoas, a começar pelos umbandistas, toda a sociedade brasileira irá reconhecer sua magnitude. Do pouco se faz muito. É subindo a escada de degrau em degrau que o médium umbandista alcança a perfeição do ritual de sua religião e entende que a simplicidade de culto não é fruto da ignorância. Ao contrário disto, a simplicidade ritualística da Umbanda para com os Orixás é fruto da grandiosidade de seus fundadores e de seus seguidores. A construção de uma religião sólida começa pelo aprimoramento de seus praticantes que, dia após dia, afiam suas espadas e moldam seus escudos para defender e avançar nas linhas de trabalho da grande Lei de Umbanda.
Preto velho é a manifestação da humildade. É o “dar a outra face”. É a experiência adquirida por meio de uma vida sofrida. É a garantia de que os mais humildes possuem lugar guardado em Aruanda. É a revelação de que posses materiais e um linguajar rebuscado não são a única fonte de revelação dos mistérios da espiritualidade. É entender que o espírito é dotado de outras qualidades que podem e devem ser encontradas em todas as manifestações voltadas para o bem do próximo e para a prática da caridade, para a prática que leva a alma à verdadeira casa de Deus.
O que seria da valentia e da resiliência indígena, da humildade e da sabedoria dos pretos velhos sem a alegria das crianças. É de se admirar ver adultos, pessoas de respeito dentro de nossa sociedade e de grande admiração brincando como crianças incorporadas com estas entidades. É a lembrança de nossa história. É a revelação que, dentro de cada um, reside a pureza da alma. A infantilidade é tida em nossa sociedade como um desvio de caráter. Uma pessoa infantil é egocêntrica. É mandona. É uma pessoa chata. Porém, não percebemos isto na manifestação mediúnica das crianças dentro de um terreiro de Umbanda.
Verificamos em uma gira da Linha de Trabalho das crianças a instalação no terreiro de uma alegria coletiva, de uma vibração única emotiva e transformadora. Não conseguimos entender o motivo dos terreiros se esvaziarem nos dias em que abrimos a gira das crianças. Quando temos uma gira de esquerda com nossos guardiões Exus e Pombagiras, os terreiros ficam lotados de médiuns e de assistência. Dizem que os Exus e Pombagiras falam as coisas “na lata” sem medir palavras. Contudo, não são as crianças a personificação da verdade? Não é corriqueiro falarmos que criança não mente?
Talvez, a repulsa pela gira de crianças seja justamente isto. Enquanto Exus e Pombagiras falam verdades moderadas, as crianças nos contam verdades sem moderação e, por serem crianças, não as levamos à sério. Chegará o dia em que a Linha de Trabalho das Crianças será levada à sério trazendo a pureza verdadeira de suas manifestações e sua capacidade incontestável de curar os males do espírito. Não há trabalho feito que não possa ser quebrado pela criança. Não há uma só doença espiritual que não possa ser curada pela transformadora Linha de Trabalho das Crianças.

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A História da Festa de Iemanjá em São Paulo (Dezembro)

 
No Rio de Janeiro, a Festa de Iemanjá é comemorada no dia 31 de dezembro, na virada do ano, em frente ao mar. Hoje vemos muitas pessoas comemorando o Ano Novo na orla marítima vestidos de branco, pulando sete ondas e levando champgne para ser estourada no mar; realizam esse ritual como uma simpatia, sem se darem conta de que o mesmo faz parte da tradição umbandista, que há um século vem influenciando nossa sociedade. Na Bahia, a Festa de Iemanjá é essencialmente candomblecista e teve início com grupos de pescadores devotos a Nossa Senhora dos Navegantes, sincretizada com Iemanjá e comemorada no dia 2 de Fevereiro. Em São Paulo, a Festa de Iemanjá é comemorada no dia 9 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, sincretizada com Oxum.
 

Ronaldo Linares nos conta que a escolha da data deve-se ao fato de que, inicialmente, em torno de 1956, teve início uma festividade na Praia das Vacas, próximo a Ponte Pênsil, do lado da Praia Grande. A festividade era chamada de “Encontro das Águas” e começava e começava com uma procissão realizada por Pai Jaú, que levava a imagem de Iemanjá ao encontro da imagem de Oxum  (Nossa Senhora da Conceição), no dia desta, levada por José Costa Moura da Federação Umbandista do Estado de São Paulo (Fuesp). Lembra-se, Ronaldo Linares, da presença de Demétrio Domingues e afirma: “Não podemos precisar como começou, o local era primitivo, não tinha nada além do estabelecimento militar, nos reuníamos em pequenos grupos, no início eram apenas alguns terreiros”. 
Já na década de 1960 (depois do golpe de 64), tendo em vista o aumento de frequentadores na Praia das Vacas, que é área militar, foi proibido continuar com o “Encontro das Águas” naquele local. Pai Jaú (Liga de São Jerônimo) passou a realizar sua festa na Praia Grande, em frente da Avenida Costa e Silva, junto com suas tendas filiadas, associadas e afins, mantendo a mesma data: 9 de dezembro.
Com o tempo as Federaçãos e Tendas seguiram seu exemplo, afinal Pai Jaú foi o mais atuante e influente umbandista no período de instalação da Umbanda Paulista. Lembra ainda Pai Ronaldo que, nessa época, a Praia Grande era um capinzal de difícil acesso.
A primeira festa em homenagem a Iemanjá, nas areias da Praia Grande, reunindo um grande número de tenda e médiuns, foi realizada em 1953, por Félix Nascentes Pinto, presidente fundador do Primado de Umbanda em São Paulo, hoje Primado do Brasil. E, graças à sua influência política e em homenagem ao Caboclo Mirim e seu médium Benjamin Figueiredo, o bairro onde se realizou essa festividade passou a chamar-se, oficialmente, Vila Mirim.
A Festa de Iemanjá, oficial, na Praia Grande, teve início em 1969 na administração do prefeito Dorivaldo Lória Junior e da Primeira Dama Layde Rodrigues Reis Lória, que era  simpatizante e frequentadora da Umbanda. Essa primeira festa oficial teve uma importante participação de Pedro Furlan (União Regional da Zona Oeste da Grande São Paulo), como um dos grandes responsáveis pela concretização desse sonho, que contou em sua primeira edição com aproximadamente 15 mil participantes. 
Com o passar dos anos, a Festa de Iemanjá começou a atrair um público cada vez maior; notícias de 1975 falam de 300 mil Umbandistas, com mais de 4 mil ônibus e 1200 tendas, distribuídas em toda a sua orla. Com fundação da FUGABC, 1973, Pai Ronaldo Linares passa a ter grande participação ocupando nas areias e o espaço que antes pertencia a Pai Jaú  e realizando entre outras atividades o famoso “Congá ao Vivo”, um altar umbandista montado com médiuns caracterizados de Santos e Orixás.
Em 1976, Pai Demétrio Domingues, presidente da Associação Paulista de Umbanda, foi o principal articulador e responsável direto pela fabricação e colocação da estátua de Iemanjá na Vila Mirirm, onde está há mais de 30 anos. O informativo “Integração Umbandista”, de 1979, faz estimativa de mais de um milhão de pessoas, o que deve ter sido o ponto mais alto da Festividade. 
Em 1986, o espaço físico passou a ser delimitado em 12 quilômetros, divididos entre federações, e estas passaram a pagar taxas para a prefeitura, por conta do so do solo (das areias da praia) e também, pelo acesso de cada ônibus que entra no município. Esses valores foram repassados para filiados, com acréscimos de despesas, o que foi desanimador para boa parte dos umbandistas. Cada federação tem a responsabilidade pelos seus valores e pela organização do espaço a ela destinado; assim, encontramos umas mais e outras menos organizadas. Em 1990, a Federação Umbandista do Grande ABC, de Ronaldo Linares, que ocupava o maior espaço na orla da Praia Grande, passou sua festividade para o município de Mongaguá, onde encontraria mais espaço e condições para organizar melhor sua festa anual à Rainha do Mar.
Ronaldo Linares conta que “Demétrio Domingues abria as festividades no primeiro final de semana e eu fechava no segundo”. Atualmente, a Festa de Iemanjá na Praia Grande ocupa os dois primeiros finais de semana de Dezembro, nos quais é realizado pela Souesp e o segundo pela União de Tendas, de Pai Jamil Rachid.Texto extraído do Livro “História da Umbanda” de Alexandre Cumino

Banho de Ervas na Umbanda

Para os médiuns umbandistas, banhos de ervas são fundamentais.
Eles servem principalmente para limpar as energias negativas que estão impregnadas no corpo áurico, consequentemente, expelem influências de espíritos negativos. Ainda reequilibram e aumentam a capacidade mediúnica facilitando a incorporação e desobstruem os chacras ajudando a equilibrar o corpo físico e emocional.
Obviamente que esses benefícios não são restritos a médiuns, mas a qualquer pessoa.
Na Umbanda, especificamente, utilizamos ervas e flores em quase todos os rituais, inclusive nas giras e nas oferendas ritualísticas. Já os banhos de ervas são, de maneira geral, utilizados para que haja uma troca energética, é uma importante “ferramenta” natural que nos auxilia e nos proporciona enorme bem.
Certamente que o melhor banho é aquele que o Guia ou o Pai/Mãe Espiritual aconselha ou orienta, afinal, é importante ir de acordo com nossas reais necessidades, aquelas que muitas vezes não conhecemos ou entendemos.
Ei que algumas vezes essas informações não chegam até nós e aí, precisamos buscar um pouco de conhecimento, alguns punhados de bom senso e uma pitada de intuição misturados com muita coerência e fé.

Lidar com erva e planta (ou mesmo com banho de erva) é extremamente complexo. Elas, penso eu, são como gente, cada uma tem uma preferência, uma forma específica de melhor viver, florescer, doar, ceder ou se defender. Elas possuem um jeito especial e particular de “falar” conosco e que, dependendo de nossa energia, também “respondem” de forma especial e particular; isso quer dizer que um banho de ervas, dependendo da energia pessoal de cada um, pode causar reações diferentes entre nós. Portanto, é importante ter boas orientações, ok?
Mas vale saber, existem algumas ervas e flores que são harmonizadoras e que não causam malefício algum, portanto, podem ser jogadas da cabeça (coroa) para baixo, inclusive nas crianças. Essas ervas/flores são: camomila, alfazema, rosa branca e sálvia.
E para aqueles que conhecem um pouco mais sobre ervas e Orixás, vale muito a pena unir a energia do dia da semana e do Orixá com as ervas, ou seja, aproveitar, por exemplo, terça-feira – dia da semana que é relacionado a Ogum – para tomar banho com ervas de Ogum. Um AXÉ todo especial no banho que se potencializa com nossa louvação e fé.
Vejam abaixo algumas ervas específicas aos dias da semana e aos Orixás, mas esclareço que dependendo da doutrina ou da tradição religiosa outras relações entre os dias da semana e os Orixás acontecem, por exemplo, existem terreiros que relacionam domingo com Nanã Buruquê e outros ainda, com Oxalá, portanto, não esqueçam do bom senso, da coerência e da boa orientação.
  • Exu, Almas, Obaluaê – levante, folha de fumo, arruda, folha de figo. Importante tomar cuidado com essas ervas, elas são fortes e servem para descarrego, dessa forma, podem causar reações energéticas.
 
  • Ogum – espada de Ogum, losna, aroeira, abre-caminho, jurubeba, São Gonçalinho, folha de manga, folhas de romã, samambaia, salgueiro.
 
  • Xangô – barba de velho, hortelã, erva de São João, lírio, urucum.
 
  • Oxóssi – acácia-jurema, samambaia, capim limão, guiné, alecrim, erva doce, eucalipto, manjericão.
 
  • Oxalá – boldo (tapete de Oxalá), narciso, hortelã, erva cidreira, eucalipto, alecrim, levante, alfavaca, girassol, avenca e manjerona.
 
  • Iemanjá/Oxum – hortelã, lágrima de nossa senhora, rosa branca, boldo, avenca, folha de laranjeira, jasmim, alfazema, açucena, ipê amarelo, alfavaca, poejo.
 
  • Linha das Crianças ou Ibejadas – levante, verbena, rosas, erva doce, guaraná, alecrim, trevo, folhas de anil.
E seguem mais algumas dicas legais que podem facilitar ou inspirar mais um pouco a prática do Banho de Ervas tão transformadora e benéfica para todos nós.
Os banhos de ervas secas devem ser preparados por infusão – ativar as ervas, colocá-las em um recipiente e derramar água fervente sobre elas. Tampar e deixar por 15 min. Coar e tomar o banho após o banho de higiene. Caules, raízes mais grossas e talos duros, como as espadas, devem ser fervidos por um período médio de 30 minutos.
Os banhos de ervas frescas devem ser preparados por maceração – colocar em um recipiente com água as ervas e macerá-las por alguns minutos, podendo aquecer levemente, coar e tomar o banho após o banho de higiene.
Os banhos normalmente devem ser preparados com números ímpares – com uma, três, cinco, sete ervas.
Potencializamos o Poder energético e natural do banho quando usamos águas naturais – como água de rio, chuva, cachoeira, poço, mar, etc.
BANHO NATURAL – são banhos que realizamos em sítios energéticos onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronário e frontal) localizados na cabeça. Aliás é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se realizados em locais livres da poluição.
Dentre eles podemos destacar:
 
  • Banho de mar: Ótimo para descarrego e para energização – importante ser realizado em mar com ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais.
 
  • Banho de cachoeira: Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa aura.
 
  • Banho solar: É todo banho tomado durante o dia, mesmo que esteja nublado (sem sol). A energia solar vitaliza e energiza, pois o sol fornece o “Prana” que alimenta nossa alma.
 
  • Banho lunar: É todo banho tomado à noite, desde que a Lua esteja descoberta (não pode haver nuvens). São os banhos que apresentam um aspecto magnético, frio, úmido e calmante.
 
Sei que parece estranho falar em ‘banho solar’ e ‘banho lunar’, mas a ideia aqui é se colocar sob o sol ou a lua com serenidade, consciente da intensa energia natural direcionando-a para o chacra coronário. É imaginar uma espécie de funil sobre a cabeça e permitir a entrada do forte magnetismo do sol ou da lua deixando-o percorrer o corpo com naturalidade e espírito de agradecimento. São apenas alguns minutos (15) de concentração leve, de respiração pausada e serenidade interna para se beneficiar dessa imensa energia, para sentir as melhoras internas e externas em todos os sentidos.
Características de algumas ervas para banhos e defumações com várias finalidades:
 
  • Arruda: Ótimo protetor astral, desagrega larvas astrais e energias enfermiças. Quebra as formações energéticas negativas resultantes de acúmulos de pensamentos negativos e de atuações do baixo astral.
  • Alecrim: Desagrega energias enfermiças, limpa e purifica o ambiente, criando uma “esfera” de proteção; boa contra obsessão; afasta a tristeza.
  • Alfazema: Ajuda a equilibrar nossas energias, limpa e purifica o ambiente trazendo a paz e harmonia.
  • Anis-estrelado: Atua melhorando nosso humor; desperta a intuição; torna o ambiente agradável e desagrega energias negativas.
  • Absinto – Losna: Em banhos,ela desagrega fluidos negativos. Na defumação, afasta influência negativa.
  • Alho (casca): Desagrega as energias negativas de ordem sexual, protege contra influências negativas e purifica o ambiente.
 
  • Artemísia: Quebra as correntes de pensamentos negativos e traz proteção.
 
  • Bambu: Contra influências negativas.
 
  • Botões de flor de laranjeira: Para o amor.
 
  • Camomila: Calmante, contra depressão e ansiedade.
 
  • Cana-de-açúcar (palha e bagaço): Dá força e vigor para enfrentar as situações do dia a dia.
 
  • Canela: Condensador de fluidos benéficos, destrói miasmas astrais; afrodisíaco; atrai a prosperidade.
 
  • Cebola (casca): Desagrega energias negativas de ordem sexual; afasta fluidos indesejados.
 
  • Capim limão / Capim Santo: Bom para acalmar e trazer bons fluidos.
 
  • Cravo: Afrodisíaco, estimulante, aumenta o magnetismo pessoal e atrai a prosperidade.
 
  • Eucalipto: Desagrega as energias negativas e enfermiças, renova nossas energias, equilibra o emocional.
 
  • Erva Doce: Acalma e harmoniza o ambiente, desagregando energias enfermiças e nocivas.
 
  • Girassol (folhas): Excelente condensador de fluidos positivos; ajuda a aguçar a intuição.
 
  • Guiné: Quebra formas-pensamento baixas e ajuda na comunicação com os bons espíritos. Bom contra obsessões de natureza sexual.
 
  • Hortelã: Bom para proteção e contra o desânimo.
 
  • Ipê amarelo: Para harmonizar ambientes.
 
  • Laranja (flor, folhas e casca): Estimula o amor nos tornando mais atraentes; também torna o ambiente mais agradável e “leve”.
 
  • Levante: Bom para proteção e abertura de caminhos.
 
  • Limão (casca): Queima os fluidos negativos e enfermiços.
 
  • Lírio: Bom para nos tornar mais puros, simples e humildes; estimula nosso lado compreensivo e amoroso.
 
  • Louro (“a folha do sacerdote”): Excelente para aguçar a intuição e para a prosperidade.
 
  • Maçã (folhas, flores e casca): Desperta nossa sensibilidade ao amor e aumenta nosso poder magnético de atrair o que nos agrada.
 
  • Malva: Acalma e desperta a sensibilidade.
 
  • Manjericão: Ótimo para tirar as energias negativas, trazer vida ao ambiente e às pessoas; aumenta o magnetismo pessoal; atua contra a depressão e ansiedade.
 
  • Maracujá (flor): Para fortalecer nossos laços de amizade.
 
  • Melissa: Acalma os ânimos e nos torna mais alegres; limpa e sutiliza o corpo astral.
 
  • Morango (folhas e fruto): Desperta o prazer em todos os sentidos.
 
  • Noz moscada: Aguça a intuição, ajuda na comunicação astral e é boa para a prosperidade.
 
  • Poejo: Ótima para proteção e para acalmar os ânimos.
 
  • Pitanga (folhas): Prosperidade e proteção.
 
  • Patchuli: Bom para o amor, a prosperidade e a intuição, fortalecendo o magnetismo pessoal.
 
  • Salsa: Usada para a proteção, afasta a negatividade.
 
  • Sálvia; Considerada a erva da saúde, serve para limpeza, proteção e intuição.
 
  • Rosa branca: Desperta o amor à espiritualidade.
 
  • Rosa vermelha: Desperta a paixão.
 
  • Rosa cor-de-rosa: Desperta o amor maternal, filial e fraternal.
 
  • Romã (casca e flores): Utilizada para a prosperidade, protege contra as emanações provindas da inveja e do ódio.
 
  • Orquídea: Utilizada para a prosperidade, protege contra as emanações provindas da inveja e do ódio.
 
 
Ao trabalhar com as essências das ervas, banhos ou defumação, estamos entrando em um universo vegetal que vai além da matéria. Assim como não somos apenas carne e as divindades não são apenas arquétipos, as plantas também possuem um “espírito vegetal” que as anima e têm seus respectivos gênios e divindades guardiãs responsáveis pela força vegetal. Portanto, ao trabalhar com ervas, entre em contato com estes espíritos, gênios e guardiões vegetais pedindo sua licença e sua força para realizarmos nossa tarefa. Dentro do conceito de divindades podemos recorrer a Oxóssi como Guardião do reino vegetal e a Ossain como gênio deste reino e da cura pelas ervas.
Receitas de Banhos e Defumação:
 
  • Para depressão e purificar a aura: Salsinha, anis-estrelado e alecrim.
 
  • Acabar com os males e desagregar energias negativas: Banho de cerveja.
 
  • Prosperidade financeira: Salsinha com noz-moscada
 
  • Para ajudar no comércio: Alecrim, abre-caminho, hortelã, levante, girassol, cana, açúcar mascavo. (Fazer banho, defumação e passar no chão do escritório ou loja.)
 
  • Para o amor: Anis-estrelado, calêndula, rosa vermelha, patchuli, malva branca e jasmim.
 
  • Para atrair a sorte: Milho de galinha, abre-caminho, café e açúcar mascavo.
 
  • Purificar o espírito e fortalecer o mental: Levante, alecrim e hortelã.
 
  • Para a saúde, ajuda a fortalecer pessoas debilitadas: Banho de leite com levante (feito às terças e quintas feiras).
 
  • Para prosperidade: Pó de café, açúcar, louro, manjericão, folha de pitanga, hortelã.
 
  • Para descarga forte: Folhas de eucalipto, casca de alho, palha ou bagaço de cana (seco), folha de bambu, folha de pinhão roxo.
 
  • Para descarga de energias sexuais densas: Cravo, canela, casca de alho roxo, erva-doce, casca de limão.
 
  • Para cansaço ou depressão: sementes de girassol, semente de imburana, anis-estrelado. (Exercícios respiratórios ajudam muito. Deixar no ambiente o preparado com essas ervas, de modo que o vapor fique no ar; respirar com calma, sem pressa e sem esforço.)
 
  • Contra a insônia: Pétalas de rosa, erva-sândalo, hortelã e cravo da Índia.
 
  • Para afastar a obsessão e alcoolismo: Alho, salsão, arruda, guiné, espada de São Jorge, folha de fumo, folha de mangueira, levante e cipó mil-homens
 
  • Para abrir caminhos: Açucena, agrião, angico, aroeira e espada de São Jorge
 
  • Para ajudar no desenvolver da espiritualidade: Jasmim, anis-estrelado e alfazema.
As ervas acima servem para banhos e defumações. Para defumar, as ervas precisam estar secas.
 
  • DEFUMAÇÃO para prosperidade: Noz moscada, cana, incenso (resina) , folha de louro, canela em pó, arroz com casca e alfazema
 
  • DEFUMAÇÃO para descarrego de energias pesadas: Manjericão, alecrim, mirra (resina), alfazema e arruda.
Obs.: O incenso e a mirra são resinas e servem apenas para defumação. NÃO se usa resina para banhos.)
Referências. Erveiro Adriano Camargo

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Obaluaiyê

É o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro.

O Orixá Obaluaiyê é o regente do pólo magnético masculino da linha da Evolução, que surge a partir da projeção do Trono Essencial do Saber ou Trono da Evolução.

O Trono da Evolução é um dos sete Tronos essenciais que formam a Coroa Divina regente do planeta, e em sua projeção faz surgir, na Umbanda, a linha da Evolução, em cujo pólo magnético positivo, masculino e irradiante, está assentado o Orixá Natural Obaluaiyê, e em cujo pólo magnético negativo, feminino e absorvente está assentada a Orixá Nanã Buruquê. Ambos são Orixás de magnetismo misto e cuidam das passagens dos estágios evolutivos.

Ambos são Orixás terra-água (magneticamente, certo?). Obaluaiyê é ativo no magnetismo telúrico e passivo no magnetismo aquático. Nanã é ativa no magnetismo aquático e passiva no magnetismo telúrico. Mas ambos atuam passivamente, o outro atua ativamente.

Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiyê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcança o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).

É o mistério “Obaluaiyê” que reduz o corpo plasmático do espírito até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Nesta redução, o espírito assume todas as características e feições do seu novo corpo carnal, já formado.
Muito associam o divino Obaluaiyê apenas com o Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiyê é muito mais do que já o descreveram.

Ele é o “Senhor das Passagens” de um plano para outro, de uma dimensão para a outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.

Oferenda: Velas brancas e brancas/pretas; vinho rosé licoroso, água potável; coco fatiado coberto com mel e pipocas; rosas, margaridas e crisântemos, tudo depositado no cruzeiro do cemitério, á beira-mar ou á beira de um lago.